São 16 milhões de moradores. Estamos falando da maior cidade desse imenso país, um centro cosmopolita e desenvolvido, o carro-chefe da economia e do comércio chineses. Como toda metrópole que se preze, Xangai mescla culturas, etnias e influências. É cortada ao meio pelo rio Huangpu, que a divide em duas fatias bem distintas. Na margem oeste está a área chamada The Bund, a velha Xangai, onde ficam os edifícios históricos, os restaurantes que garantem a boa reputação gastronômica da cidade e a badalação noturna. No lado oposto do rio fica Pudong, a área nova, centro financeiro de Xangai. Pudong era rural e foi totalmente urbanizada na década de 90, por decisão do governo chinês. Dá para cruzar o rio e ver os arranha-céus moderníssimos de Pudong de metrô ou sobre rodas, seja pelo túnel, seja pela ponte. Só fique atento aos preços. "Tudo em Pudong é mais caro que em qualquer outro lugar da China. Na cidade antiga, os hotéis e as compras são bem mais em conta. Hospede-se de um lado e apenas passeie do outro", sugere Roberto Nedelciu, diretor da Raidho Turismo, operadora especializada em Ásia.
Apesar do desenvolvimento, se comunicar em inglês ainda é sofrível em Xangai. Placas que fariam Shakespeare se revirar no túmulo tomam conta do cenário nos setores mais turísticos, o que já leva o estrangeiro a imaginar como serão os diálogos com os nativos. Ao fazer o check-in no hotel, não estranhe se ouvir, em "chininglês": "We accept all credit cards, accept Master". Tradução: "Aceitamos todos os cartões de crédito, exceto Master". |