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Taiti - REF.: P10036
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Que imagem lhe vem à cabeça quando se fala no Taiti? Mar de águas cristalinas, praias desertas, nativas com flores no cabelo... Esses e outros elementos do imaginário coletivo fizeram da ilha-estrela da Polinésia Francesa uma espécie de versão terrestre do reino do céus. É provável que a associação tenha nascido nas telas do pintor impressionista Paul Gauguin, que no final do século 19 deixou o requinte da França em busca de uma vida simples e rústica no Pacífico Sul. Suas românticas traduções das paisagens taitianas podem ter inspirações ainda mais antigas, como os escritos do suíço Jean-Jacques Rousseau, que ali concebeu a Teoria do Bom Selvagem - a hospitalidade da população local com os europeus que chegaram para colonizar a região em 1767 era tanta que os pais davam as filhas de presente aos forasteiros.

O marketing de Gauguin e Rosseau transformou o Taiti em um sucesso mundial de público séculos depois. E olha que, para chegar ali, é preciso no mínimo 2500 dólares por um pacote de nove noites. É claro que ninguém chega disposto a traçar os passos do pintor em busca de uma vida despojada de confortos. Estão em voga os resorts de luxo, com seus bangalôs-palafitas sobre o mar. Os cafés da manhã chegam até sua porta trazidos em pirogas, as canoas polinésias. Com um detalhe: na ilha do Taiti, dorme-se apenas uma ou duas noites.

Explico. Taiti é o nome da maior ilha da Polinésia Francesa, um território formado por 118 ilhas que pertence à França. Ao todo, são cinco arquipélagos: Sociedade, Tuamotu, Gambier, Marquesas e Austrais. A fama do Taiti, onde vive aproximadamente 70% da população, encobriu as outras ilhas da Sociedade - entre elas Moorea, Bora Bora, Huahine e Tetiaroa - e virou sinônimo de toda a região. Muitos sonhos ocidentais são frustrados logo na capital, Papeete, um movimentado centro urbano. O balneário com um longo calçadão não tem praias celestiais, e o programa mais legal é visitar joalherias (na região são cultivadas as famosas pérolas negras) e comprar o belo artesanato no mercado central.

Fonte: viajeaqui.com.br (por Camila Rossi)

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